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URGENTE: mísseis lançados da Turquia contra base aérea russa na Síria

O governo da Turquia reagiu muito mal hoje à morte de dezenas de soldados hoje na Síria. Eles agem dando cobertura de artilharia a terroristas islamitas contra o governo sírio, que é apoiado pela Rússia e pelo Irã.

Redes sociais foram bloqueadas logo que a notícia começou a se espalhar. O site da agência governamental de notícias síria SANA está fora do ar há mais de quatro horas. Mísseis e projéteis de artilharia foram lançados contra as cidades de Latakia (onde estão as bases naval e área da Rússia) e Hama. A Turquia também disse que não reterá mais os refugiados sírios que quiserem ir para a Europa, retaliando assim seus aliados da OTAN que não estão demonstrando apoio na guerra contra a Síria.

Se a situação não for contida logo, uma guerra entre um membro da OTAN (A Turquia) e a Rússia pede espocar a qualquer momento.

Ao mesmo tempo, após liberar 60 localidades no oeste da província de Hama no sul da região dominada pela jihadistas apoiados pela Turquia, o Exército Árabe Sírio finalmente começou um contra-ataque em Saraqeb, que acabara de ser perdida para rebeldes e turcos.

Aumenta a tensão na Síria

A Turquia apoiou ontem (20) uma investida de seus milicianos islamitas contra o exército sírio. Inicialmente, conseguiram romper as defesas da Síria em Nairab, na província de Idlib. Em resposta, a aviação russa contra-atacou, destruindo um tanque, seis veículos de transporte de tropas e cinco caminhonetes, matando dois militares turcos.

Ainda ontem, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan solicitou que os Estados Unidos posicionem suas defesas antimísseis na fronteira turca com a Síria, mas ainda não obteve resposta. Ele também conversou com os chefes de governo da França e da Alemanha, tentando obter apoio para uma guerra contra a Síria, levando consigo a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O presidente turco disse que o problema da Turquia em Idlib “é com Damasco”, não com a Rússia, tentando dar um chega-pra-lá na potência eurasiática aliada do governo sírio.

Hoje, um caça F-16 turco entrou no espaço aéreo sírio em uma região dominada pela turquia. Um avião do exército russo seguiu em sua direção, e o avião turco se evadiu. Aparentemente, tratou-se de um teste da defesa área da Síria em preparação para uma guerra aberta.

(Com informações de liveuamap.com e Sputnik. Foto em destaque: SU-24 da Rússia. Fonte: Alexander Mishin.)

Turquia e Síria em confronto

Em meio à atual ofensiva do governo sírio contra os rebeldes islamitas em Idlib e Alepo, além da rápida movimentação de tropas turcas montando novos “postos de observação” na zona ainda controlada pela rebeldes, o exército sírio bombardeou há cerca de meia hora um posto de observação turco recém instalado em Tarnaba, próximo a Saraqib, e a Turquia neste momento está retaliando.

Houve a divulgação recente, por parte da Rússia, de que a Turquia teria concordado em deixar o governo da Síria ocupar seu próprio território (sírio) até a rodovia M5, que liga a capital, Damasco, a Alepo, no norte do país, passando pela província de Idlib, na maior parte dominada pelos rebeldes salafistas (da mesma ideologia do Estado Islâmico e da Al Qaeda). Contudo, parece que os turcos não previram o rápido avanço do governo sírio, talvez acreditando em desgastar as tropas do país vizinho.

A disputa atual se dá em torno da cidade de Saraqib, na província de Idlib, onde a rodovia M5, que vai do Sul ao Norte, cruza com a M4, de Leste a Oeste. Neste fim de semana houve movimentos erráticos de tropas turcas tentando estabelecer novos postos de observação para garantir uma paz há muito frustrada. Os acordos de cessar-fogo previam que não seriam aplicados a grupos terroristas, como o HTS, sucessor da Al Qaeda na Síria – que, no entanto, domina a região controlada pelos rebeldes.

(Foto em destaque: rebeldes sírios apoiados pela Turquia. Via Twitter de @SaadEdin_souma em out. 2019)

VÍDEO: para entender o conflito EUA x Irã

Como já foi dito no vídeo do dia 1º de janeiro, Estados Unidos e Irã estão em uma escalada de violência recíproca nos territórios do Iraque e da Síria. Esse vídeo ajuda a entender a história por trás desse acontecimento e qual era o papel do general Qassem Suleimani, morto há duas noites, nos conflitos que assolam a Síria e o Iraque.

Que Deus nos dê a sua paz!

Foto em destaque: General Qassem Suleimani (Sayyed Shahab-o- Din Vajedi via Wikimedia Commons).

EUA entregam território sírio à Turquia

Hoje (17), Estados Unidos da América e Turquia anunciaram um acordo que resultaria na retirada de sanções americanas contra o governo turco. Foi anunciado um suposto cessar-fogo na região noroeste da República Árabe da Síria, que já não se confirma devido ao assalto continuado dos turcos à cidade fronteiriça de Ras al Ayn. Os termos do acordo, a respeito do qual não foram consultados nem o governo sírio, nem as Forças Democráticas da Síria (grupo que engloba curdos, siríacos, assírios e árabes), dizem que as forças armadas turcas imporão uma “zona de segurança” na região. Dessa forma, o que ficou do acordo é a concordância dos EUA com a ocupação de todo o norte da Síria pela Turquia. Abaixo, o texto do acordo:

Acordo turco-americano para ocupação do nordeste da Síria. Fonte: Jeff Seldin, correspondente da Voz da América.

Curdos e governo sírio entram em acordo

Sírios comemoram entrada do exército governamental em bairros de Hasaka. Imagem da agência SANA.

Na tentativa de barrar o avanço da Turquia e dos rebeldes apoiados pelo estrangeiro, as Forças Democráticas Sírias (FDS) e o governo sírio entraram hoje (13) em um acordo para que as tropas governamentais protejam a fronteira com a da Síria com a Turquia. Assim, as populações curdas e cristãs serão protegidas dos ataques do governo turco e dos rebeldes wahabitas, da mesma vertente do islamismo que deu origem ao Estado Islâmico. Houve comemoraçãoem diversas cidades, como Hasaka e Qamishli. A ofensiva turca começou após os Estados Unidos da América retirarem seu apoio aos curdos na fronteira sírio-turca.

Turquia ataca curdos sírios novamente

Tropas turcas e terroristas da oposição síria na fronteira com a Síria, com artilharia pesada. Foto via Twitter de @SaadEdin_souma.

A Turquia está pronta para invadir novamente a Síria e atacar as forças curdas. A justificativa, como sempre, é o vínculo a grupos curdos que fazem oposição ao regime turco, classificados como terroristas pelos turcos. A operação contará com o apoio dos terroristas sunitas que fazem oposição ao governo sírio.

A operação, anunciada há vários meses, vinha sendo adiada devido à presença de tropas dos Estados Unidos no nordeste da Síria em apoio às forças curdas que combatem o Estado Islâmico. A essas forças se juntaram também grupos cristãos siríacos e assírios a leste do rio Eufrates.

Ontem, contudo, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a retirada das tropas americanas da fronteira. Hoje, militares curdos e americanos acreditam que a operação terá início nas próximas 24 horas. No meio do caminho, há também locais com tropas governamentais na cidade de Qamishli e nas proximidades de Manbij. (Atualização: após as 10h do dia 9, horário de Brasília, foram registrados os primeiros ataques aéreos e de artilharia pela Turquia nessa operação.)

O temor principal é de que os turcos promovam um genocídio contra os curdos e os cristãos na região. Não será a primeira vez. Para quem quiser conhecer o sofrimento que provocam, vale a pena ler o Diário de Myriam, escrito por Myriam Rowick, uma menina cristã de Alepo, cidade Síria que esteve sitiada pelos terroristas. No Brasil, foi publicado pela editora Darkside.

Nova atualização: a frente al-Nusra (braço da al-Qaeda na Síria) divulgou seu apoio à operação turca.

EUA e Rússia reduzem armamento nuclear

Como prevê o chamado Novo START – Tratado de Redução de Armas Estratégicas –, Estados Unidos e Rússia reduziram o número de ogivas nucleares prontas para uso e de veículos capazes de utilizá-las. Contudo, cada lado ainda dispões de 700 mísseis intercontinentais e bombardeiros estratégicos ativos, 1.550 ogivas nucleares instaladas, e 800 mísseis intercontinentais e bombardeiros estratégicos no total. Os números equivalem a dois terços do tratado START original e 90% do tratado SORT, que vigorou entre um e outro.

Destruição causada pela bomba atômica lançada pelos Estados Unidos sobre Hiroshima. Foto: Laboratório Nacional de Los Álamos (EUA).

Embora a redução do armamento nuclear seja bem vinda, o Novo START deixa de fora o armamento chamado “tático” e países como China, França e Reino Unido – reconhecidos como “estados nucleares” pelo Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Ao todo, são nove os países detentores de armamento nuclear, além de cinco os que hospedam armas nucleares de outros países, todos da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte, liderada pelos EUA). Nenhum desses países assinou o Tratado de Proibição de Armas Nucleares, aprovado aos 7 de julho de 2017 pelas Nações Unidas.

(Foto em destaque: explosão de bomba de hidrogênio. Fonte: Pixabay.)

Ataque turco inicia com dificuldade

Como noticiado há uma semana, o ataque da Turquia aos curdos no noroeste da Síria (província de Afrin) finalmente iniciou no sábado (20). Até o momento, porém, as forças turcomanas têm tido dificuldade de adentrar no território sírio. São rebeldes turcomanos islamitas do chamado Exército Livre Sírio (FSA) apoiados pelo exército e pela aviação do governo turco. O motivo alegado pela Turquia é a expulsão de “terroristas” da fronteira turco-síria e o retorno dos refugiados – isto é, sua expulsão do país turcomano.

Rebeldes turcomanos (FSA) celebram butim. (Foto via Twitter – @op_shield)

Os rebeldes do FSA têm noticiado a ocupação de algumas colinas e festejado o butim – munição e armamento tomados dos curdos. Por outro lado, as chamadas Forças Democráticas Sírias (SDF, dominadas pelos curdos e com participação cristã e árabe) têm dito que reconquistaram diversos desses lugares. Os turcomanos ainda tentam abrir novas frentes na fronteira.

Opinião de Visão Católica

A Turquia vem dizendo que a ação encontraria respaldo no direito internacional, mas não houve provocação curda ou síria anterior, não sendo, portanto, resposta a um ataque. Por outro lado o apoio é dado aos mesmos rebeldes turcomanos que mataram um aviador russo após este se ejetar do avião que a Turquia abateu, em absurda violação do direito humanitário. Isso fortalece a posição deles na guerra civil travada na Síria, influindo diretamente na política da nação árabe. Aliás, a ênfase no apoio aos rebeldes turcomanos, aliada ao histórico de repressão aos curdos e de genocídio dos armênios provoca preocupações de que as motivações possam ir muito além da segurança da fronteira e do retorno dos refugiados.

É preciso dizer, claro, que a mera dominação curda não pode substituir a dominação árabe (do governo de Bashar al Assad) ou turcomana. A relação deles com as outras minorias étnico-religiosas, inclusive os cristãos, não é totalmente pacífica. Contudo, as SDF são o único agrupamento que surgiu para autodefesa contra o Estado Islâmico e, mesmo sendo apoiadas pelos Estados Unidos, têm se mostrado abertas ao diálogo e à paz.